Saturday, August 21, 2010

aeroportos

Kevin pronto para embarcar

Saí de Sumaré às 14h de quinta-feira (15/07) e fui até a rodoviária de Campinas para tomar o ônibus ao aeroporto. Como sempre, enrolei tanto na rodoviária que terminamos eu e meu pai correndo para pegar o ônibus na estrada. O check-in em Sampa e o voo de 9 horas à Cidade do México foram rápidos e sem incômodos. Enquanto no México, troquei uma tarde na cidade por uma tarde trabalhando no aeroporto: mandando e-mails pra velhos amigos, consertando minha dissertação, escrevendo esse blog. O voo de 5 horas pra New York foi bem padrão e a passagem pela alfândega e imigração não poderiam ser mais rápidas. Ainda assim, cheguei a NYC depois da meia-noite e, como meu albergue não faz check-ins a esse horário, fiquei preso no aeroporto.
eu e Kevin no México
A minha primeira noite em NYC foi, como se esperava, estranha. Juntei-me às pessoas que estavam em seus longos layovers para tentar dormir um pouco. Coloquei minhas malas no chão, tomando todo cuidado de deixar o zíper virado pra parede, e, com a mochila na mão, deitei em cima das malas e dormi. A cada 20 min eu acordava com medo de ter sido roubado e, após checar os bolsos e a mochila, voltava a dormir por mais 20 minutos.
primeira noite em NYC
Preocupar-se em ser roubado em NY, pra mim, é a coisa mais normal que existe: cidade grande, pessoas malvadas. Mas aparentemente, eu era o único me preocupando. Uma mulher deixou seu iPod conectado à tomada e foi dar voltas pelo terminal; outro ligou seu laptop e, enquanto o Windows carregava (usuário de Vista), adormeceu-se no chão e passou a noite ali, dormindo ao lado de seu laptop ligado. Uma outra pessoa - aqui digo “pessoa” pq não sei ao certo se era uma senhora com traços militares ou um roqueiro dos anos 80 envelhecido - largou sua mala e foi ao banheiro, depois tomar café da manhã, comprar jornal, ler o jornal com o auxílio de seu dicionário alemão-inglês, e ainda ficou brava com o segurança que tentou chamar sua atenção. Enfim, NY continua a mesma.

Agora ainda estou no aeroporto, esperando a cidade que nunca dorme acordar para que eu possa fazer o check-in e tomar um banho pela primeira vez em 2 dias.

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